Prótese, protocolo e reabilitação · Goiânia, Setor Aeroporto

Prótese dentária em Goiânia, feita no laboratório da própria clínica

Os tipos de prótese e o que cada um resolve, como funciona o protocolo sobre implantes, o que muda entre zircônia, metalocerâmica e resina, e como são as primeiras semanas de adaptação.

Consultório da Adelar Odontologia em Goiânia, onde as próteses são provadas e ajustadas
Laboratório
Dentro da própria clínica, não terceirizado
Prova de cor
Feita com o técnico e o paciente presentes
Ajustes
Cor e formato conferidos no mesmo dia
Tradição
Cinco décadas de odontologia na mesma família

O que é uma prótese dentária

Prótese dentária é toda peça fabricada em laboratório para repor um dente perdido ou reconstruir um dente destruído demais para ser restaurado. Ela devolve três coisas que costumam se perder juntas: a mastigação, a fala e o apoio dos tecidos do rosto, que sem dente vão se acomodando para dentro ao longo dos anos.

Vale separar duas ideias que muita gente mistura. O implante é a raiz artificial, um pino de titânio dentro do osso. A prótese é a parte que aparece e que mastiga. Um caso pode ter prótese sem implante (apoiada em dentes ou na gengiva) e todo implante precisa de uma prótese por cima para virar dente de verdade.

Os tipos de prótese e o que cada um resolve

Prótese fixa

Cimentada ou parafusada, não sai da boca. Inclui a coroa unitária, que recobre um dente muito destruído ou um implante, e a ponte fixa, que repõe um dente ausente apoiando-se nos dois vizinhos. A ponte tem um custo biológico que nem sempre é dito: os dentes de apoio precisam ser desgastados, mesmo estando saudáveis.

Prótese removível parcial

Indicada quando ainda existem dentes na arcada. É uma peça com dentes artificiais presa por grampos ou encaixes aos dentes remanescentes, retirada pelo próprio paciente para a higiene. Repõe várias ausências ao mesmo tempo, sem cirurgia, e é o caminho possível quando há contraindicação médica a procedimentos cirúrgicos.

Prótese total

A dentadura. Usada quando não há mais dentes na arcada, apoia-se na gengiva e no osso abaixo dela e se mantém por sucção e por adaptação da borda. Resolve função e estética sem cirurgia, mas depende do volume ósseo que ainda existe, e esse volume diminui com o tempo.

Prótese sobre implante

A prótese é parafusada em implantes, não em dentes nem na gengiva. Pode ser uma coroa unitária sobre um implante, uma overdenture (removível, mas presa por encaixes a dois ou mais implantes, o que impede que ela solte) ou o protocolo, a prótese fixa que repõe a arcada inteira.

Por que o tipo de apoio muda tudo

Quando um dente sai, o osso que o segurava perde função e começa a ser reabsorvido pelo corpo. Prótese removível e dentadura repõem o dente que se vê, mas não devolvem carga ao osso, então a reabsorção continua e a peça vai ficando folgada com os anos, exigindo reembasamento. A prótese apoiada em implante transmite força ao osso e freia esse processo. É por isso que a escolha entre uma e outra não é só de conforto: é uma decisão sobre o que acontece com o seu osso na próxima década.

O diferencial que se sente na cadeira

O laboratório de prótese fica dentro da clínica

Na maioria das clínicas, o seu molde é embalado, transportado e entregue a uma empresa que nunca viu o seu rosto. Aqui, o técnico que fabrica a sua prótese trabalha a poucos metros da cadeira em que você senta. Isso muda quatro coisas concretas.

O técnico vê você, não só o molde

Cor de dente é informação difícil de escrever num papel. O tom da base, a translucidez da borda, o quanto o dente aparece quando você fala. O técnico pode vir ao consultório, olhar a sua boca com o dentista ao lado e decidir com o caso na frente, em vez de interpretar uma anotação.

Prova de cor com você presente

A conferência de cor é feita ao lado dos seus dentes, com você na cadeira, e não contra uma foto. Se algo ficou mais claro ou mais opaco do que deveria, a correção começa ali, enquanto todo mundo ainda está vendo a mesma boca.

Ajuste de cor e formato no mesmo dia

Quando a peça precisa de um acerto de contorno, de contato ou de tonalidade, ela volta para a bancada ao lado e retorna na mesma sessão. Sem reagendar, sem esperar a próxima coleta, sem começar de novo uma fila em outra empresa.

Menos vaivém, prazo menor

Cada etapa de uma prótese normalmente inclui dois transportes e uma fila externa. Retirando isso, o tratamento encurta e o telefone sem fio entre duas empresas que não se falam deixa de existir. Quem responde pela peça e quem responde pelo tratamento estão no mesmo endereço.

Protocolo: a prótese fixa sobre implantes

Protocolo é o nome que ficou popular para a prótese fixa que repõe todos os dentes de uma arcada de uma só vez, parafusada sobre implantes. O nome vem do protocolo de Brånemark, o pesquisador sueco que descreveu a osseointegração. Tecnicamente, é uma prótese total implantossuportada.

A diferença prática para a dentadura está no apoio. A dentadura descansa sobre a gengiva e depende de sucção. O protocolo é aparafusado no osso, por meio dos implantes. Ele não sai quando você fala, ri ou morde uma maçã, não cobre o céu da boca na arcada superior (o que devolve boa parte da percepção de sabor e temperatura) e recupera grande parte da força de mastigação.

Quantos implantes são necessários

Em geral quatro a seis por arcada. Na mandíbula, o osso é mais denso e quatro implantes bem distribuídos costumam bastar. Na maxila, o osso é mais macio e existe a proximidade dos seios da face, por isso é comum usar seis ou mais, às vezes com implantes inclinados para aproveitar as regiões de osso melhor. Quem define esse número é a tomografia computadorizada, e ninguém honesto define antes dela.

Para quem o protocolo é indicado

  • Quem perdeu todos os dentes de uma arcada, ou tem os poucos restantes condenados por fratura, mobilidade ou infecção.
  • Quem usa dentadura que solta, machuca a gengiva ou obriga a evitar alimentos e situações sociais.
  • Quem tem doença periodontal avançada, com dentes que já não têm osso de sustentação suficiente.
  • Quem tem volume ósseo suficiente ou pode recuperá-lo com enxerto ósseo, quando a tomografia mostra pouco osso disponível.

Não é indicado para todo mundo. Doença de gengiva ativa, diabetes descompensada, tabagismo pesado e alguns medicamentos para osteoporose precisam ser tratados ou controlados antes, porque interferem na cicatrização e na integração dos implantes.

As etapas do protocolo, na ordem em que acontecem

  1. Avaliação e tomografia

    Exame clínico, radiografia panorâmica e tomografia computadorizada, que mostra em três dimensões quanta altura e espessura de osso existe, onde passa o nervo e onde ficam os seios da face. É esse exame que define o número e a posição dos implantes.

  2. Planejamento e plano por escrito

    Definimos o desenho da prótese, o material, o número de implantes e a sequência. Você recebe isso por escrito, com as etapas, os prazos e as opções possíveis, antes de qualquer procedimento.

  3. Preparo e extrações

    Tratamento da gengiva, remoção dos dentes condenados e, quando a tomografia indica, enxerto ósseo. É a etapa que mais se pula por pressa, e a que mais explica falhas anos depois.

  4. Cirurgia dos implantes

    Instalação dos implantes sob anestesia local. Em muitos casos é possível a carga imediata, com uma prótese provisória fixa instalada logo depois, para que você não fique sem dentes. Isso depende da estabilidade obtida no osso e é decidido no planejamento.

  5. Osseointegração e provisório

    De três a seis meses, período em que o osso se funde ao titânio. Você usa o provisório, come com cuidado crescente e faz retornos de controle. Esse provisório também serve como teste: é nele que se testa altura, formato dos dentes e fala antes de fechar o definitivo.

  6. Prótese definitiva

    Moldagem ou escaneamento, prova da estrutura, prova de cor e formato com o técnico presente e instalação. Aqui o laboratório interno pesa: o que precisa de acerto volta para a bancada ao lado e retorna na mesma sessão.

  7. Manutenção

    Revisões periódicas em que o dentista desparafusa a peça, higieniza por dentro, confere parafusos, oclusão e a saúde da gengiva ao redor dos implantes.

Como é o dia a dia com um protocolo

Você não tira a prótese para dormir nem para limpar, porque ela não é removível pelo paciente. A mastigação volta a permitir alimentos que a dentadura proibia, com adaptação progressiva. A fala precisa de alguns dias de ajuste. E existe uma rotina de higiene específica, que é a parte que mais gente subestima.

Entre a prótese e a gengiva há um pequeno espaço, projetado justamente para permitir a limpeza. A higiene diária combina escova macia, escova interdental ou unitufo passada por baixo da peça e passa-fio próprio para prótese, deslizado entre a gengiva e a barra. O irrigador de água ajuda, mas complementa o fio, não o substitui. Prótese não cria cárie, porém a gengiva ao redor dos implantes inflama com acúmulo de placa, e é essa inflamação, chamada peri-implantite, que faz implantes serem perdidos a longo prazo.

Prótese removível: quando ainda faz sentido

A removível carrega uma fama ruim que nem sempre é justa. Ela continua sendo a solução certa em várias situações, e vale dizer isso com honestidade, junto com os limites.

O que ela resolve bem: repõe muitos dentes de uma vez, não exige cirurgia, é possível quando há contraindicação médica a procedimentos cirúrgicos, é reversível, tem menos etapas do que uma reabilitação sobre implantes e permite manter os dentes remanescentes em função enquanto se decide o passo seguinte.

Os limites reais: a força de mastigação é bem menor do que a de dentes naturais ou de uma prótese sobre implante. Pode se deslocar ao falar ou ao rir, principalmente na arcada inferior, onde a área de apoio é pequena. Os grampos sobrecarregam os dentes de apoio ao longo dos anos. A adaptação inicial é mais trabalhosa. E, como não transmite carga ao osso, exige reembasamento periódico, porque a base sobre a qual ela repousa vai mudando de forma.

Existe um caminho intermediário que muita gente desconhece: a overdenture. É uma prótese removível presa por encaixes a dois ou mais implantes. Você continua tirando para higienizar, mas ela não solta durante o uso e a gengiva sofre menos. É frequentemente a melhor relação entre estabilidade e complexidade para quem usa dentadura inferior e não quer ou não pode fazer um protocolo.

Reabilitação oral: quando o caso não é de um dente só

Reabilitação oral é o tratamento que reorganiza a boca inteira, e não um dente isolado. Não é um procedimento, é um plano: reúne periodontia, endodontia, implantodontia, prótese e, às vezes, ortodontia, numa sequência pensada para que cada etapa prepare a seguinte.

Quando o caso exige reabilitação

  • Perdas múltiplas em pontos diferentes, que fizeram os dentes vizinhos inclinarem e os antagonistas descerem, desorganizando a mordida.
  • Desgaste generalizado, por bruxismo ou erosão ácida, com dentes encurtados e sensibilidade.
  • Perda de dimensão vertical, quando a mordida foi se fechando e o terço inferior do rosto encurtou.
  • Próteses antigas mal adaptadas, que já não assentam, que soltam ou que produziram inflamação crônica na gengiva.
  • Estalos, cansaço ao mastigar ou dor na articulação, que muitas vezes acompanham uma mordida colapsada.

Como é planejada

Começa por diagnóstico completo: exame clínico, fotografias, radiografias, tomografia quando há implantes envolvidos, e modelos de estudo ou escaneamento digital. Sobre esses modelos se faz um enceramento diagnóstico, que é a proposta do resultado em cera antes de qualquer desgaste, e se define a nova altura da mordida.

Depois vem a ordem, que é a parte mais importante e a mais ignorada: primeiro sanear (tratar gengiva, canais e cáries, remover o que não tem prognóstico), depois testar em provisórios e só então executar em definitivo. Os provisórios não são enfeite: é neles que se verifica mastigação, fala, estética e conforto articular por semanas, antes de fixar qualquer coisa.

É um tratamento longo, medido em meses, com sessões espaçadas. Um plano de reabilitação que promete resolver tudo em poucos dias está pulando o teste, e o teste é justamente o que protege você de um resultado que incomoda para sempre.

Materiais: o que muda de verdade

A conversa sobre material costuma virar disputa de marca. O que interessa é bem mais simples: cada material tem um jeito de lidar com luz e com força, e a escolha depende de onde a peça vai ficar.

  • Metalocerâmica: estrutura metálica recoberta por cerâmica. Resistente, previsível e com décadas de histórico clínico, o que a torna uma escolha segura para dentes de trás e pontes mais longas. O limite é óptico: o metal bloqueia a passagem de luz, deixando a peça mais opaca do que o dente natural, e com o passar dos anos pode aparecer uma linha acinzentada na margem junto à gengiva.
  • Zircônia: cerâmica de alta resistência sem nenhum metal. Deixa a luz atravessar de forma mais parecida com o dente natural e não cria sombra cinza na gengiva, o que a torna interessante para a região da frente e para quem tem sensibilidade a metais. Pode ser monolítica (feita em bloco único, mais resistente, indicada para quem tem mordida forte ou bruxismo) ou recoberta por cerâmica estética (mais bonita, porém com a camada externa sujeita a lascar).
  • Dissilicato de lítio: cerâmica de vidro reforçada, das mais estéticas para unitários e facetas. Excelente comportamento óptico, com indicação mais restrita em pontes longas, por resistência.
  • Resina acrílica: usada em provisórios, em próteses removíveis e nos dentes de muitos protocolos, montados sobre uma barra metálica. É leve, fácil de ajustar e de reparar, e absorve parte do impacto da mastigação, o que é uma vantagem sobre implantes, que não têm o amortecimento do ligamento periodontal. Em contrapartida desgasta e pigmenta mais com os anos e exige manutenção mais frequente.

Na prática, a decisão considera a posição do dente, a força da sua mordida, a presença de bruxismo, o espaço vertical disponível e a exigência estética daquela região específica. Não existe material melhor no vácuo, existe material adequado para o seu caso, e essa conversa é parte do plano por escrito.

Adaptação: o que esperar nas primeiras semanas

A prótese entra numa boca que passou anos organizada de outro jeito. A adaptação é uma etapa do tratamento, não um problema, e saber o que é esperado evita angústia desnecessária.

  • Fala. A língua usa o céu da boca e a face interna dos dentes como referência. Sons como S, T, D e F podem sair diferentes nos primeiros dias. Ler em voz alta por quinze minutos por dia acelera muito. A maioria das pessoas normaliza em uma a três semanas.
  • Salivação. Costuma aumentar nos primeiros dias, porque o corpo interpreta a peça como algo novo na boca. Passa sozinho.
  • Mastigação. Comece por alimentos macios, corte em pedaços menores e distribua a mordida dos dois lados. A força retorna de forma gradual ao longo de semanas, e morder alimentos duros com os dentes da frente é o que mais causa acidentes nessa fase.
  • Pontos de pressão. Em próteses removíveis é comum surgir um ponto dolorido nos primeiros dias. Isso se resolve com ajuste na clínica, não com resistência. Ficar com dor esperando acostumar é o caminho mais curto para uma ferida crônica.
  • Retornos. As consultas de ajuste fazem parte do tratamento e já estão previstas. Voltar antes é sempre melhor do que suportar.

Manutenção e durabilidade

Prótese boa é a que continua boa cinco anos depois, e isso depende menos da peça do que da rotina em volta dela.

  • Escovar depois das refeições e limpar diariamente as regiões que a escova não alcança: interdental, sob a barra do protocolo e ao redor das margens das coroas.
  • Comparecer à limpeza profissional e às revisões na frequência indicada, incluindo a revisão em que o protocolo é desparafusado e higienizado por dentro.
  • Usar placa de proteção se você range ou aperta os dentes. Bruxismo sem placa é o fator que mais encurta a vida de qualquer prótese, em qualquer material.
  • Em removíveis: higienizar fora da boca com escova própria e sabão neutro ou solução específica, nunca com pasta abrasiva nem água quente, que deforma. Retirar para dormir, para a gengiva descansar.
  • Retornar para reembasamento quando a prótese removível começar a folgar, em vez de recorrer a adesivos por tempo indeterminado.
  • Avisar a clínica ao notar sangramento na gengiva, mau cheiro persistente, sensação de peça solta ou qualquer mudança na mordida.

Por que fazer na Adelar

Cinco décadas de odontologia na mesma família, em Goiânia. Equipe fixa de mais de dez profissionais, com o protesista responsável pelo desenho da peça e o implantodontista pela parte cirúrgica, sem terceirizar o seu caso e sem recomeçar a sua história a cada consulta. Conheça a história e a equipe da clínica.

E o laboratório de próteses dentro da própria clínica, que é o motivo de esta página existir. A peça que vai para a sua boca é feita a poucos metros da cadeira em que você senta, pelo técnico que pode olhar o seu rosto, conversar com o dentista sobre o seu caso e corrigir no mesmo dia o que precisa de correção.

Responsabilidade técnica da Dra. Mariana Adelar, CRO-GO 16481.

Perguntas frequentes sobre prótese

Qual a diferença entre prótese protocolo e dentadura?

A dentadura é removível: apoia-se na gengiva, se mantém por sucção e você tira para higienizar. O protocolo é fixo, parafusado sobre quatro a seis implantes instalados no osso, e só o dentista o remove, nas manutenções. Como se apoia no osso e não na gengiva, o protocolo não solta ao falar nem ao mastigar, não cobre o céu da boca na arcada superior e devolve mais força de mordida. Em troca, exige cirurgia, tomografia prévia e o período de integração dos implantes.

Quantos implantes são necessários para uma prótese protocolo?

Em geral quatro a seis por arcada. Na mandíbula, o osso é mais denso e quatro implantes bem distribuídos costumam ser suficientes. Na maxila, o osso é mais macio e há a proximidade dos seios da face, então é comum usar seis ou mais. Quem define número, posição e inclinação é a tomografia computadorizada, não uma regra fixa. Antes do exame, qualquer número é chute.

Quanto tempo demora para a prótese ficar pronta?

Depende do tipo. Uma coroa unitária costuma levar de uma a três semanas, entre moldagem, prova e instalação. Uma removível parcial ou total leva de três a seis semanas, porque tem mais etapas de prova. Um protocolo acompanha o tempo dos implantes: a peça definitiva entra depois da osseointegração, de três a seis meses, com um provisório em uso nesse intervalo. Ter o laboratório dentro da clínica não elimina o tempo biológico, mas elimina o transporte e a fila externa entre as etapas, e é aí que o prazo encurta.

Como é escolhida a cor dos dentes da prótese?

Com escala de cor, ao lado dos dentes que você já tem, de preferência com luz natural e no começo do dia, quando os olhos ainda não estão cansados. Dente natural não tem uma cor só: varia entre a base e a borda, tem translucidez e pequenas características individuais. Aqui essa conferência é feita com o técnico do laboratório presente, olhando a sua boca em vez de uma anotação, e o acerto pode ser feito no mesmo dia, na bancada ao lado do consultório.

Prótese dentária atrapalha a fala?

Nos primeiros dias é comum. A língua usa o céu da boca e a face interna dos dentes como referência, e leva algum tempo para recalibrar sons como S, T, D e F. A maioria das pessoas normaliza a fala em uma a três semanas, e ler em voz alta quinze minutos por dia acelera esse processo. Se um som continuar estranho depois desse período, avise: costuma ser ajuste de espessura ou de contorno da peça, não questão de acostumar.

Como se faz a higiene de uma prótese protocolo?

Existe um pequeno espaço entre a prótese e a gengiva, projetado para permitir a limpeza, e é ali que a placa se acumula. A rotina combina escova macia, escova interdental ou unitufo passada por baixo da peça e passa-fio próprio para prótese, deslizado entre a gengiva e a barra. O irrigador de água ajuda como complemento, mas não substitui o fio. Além disso, o dentista desparafusa a peça periodicamente para higienizar por dentro e conferir os parafusos. A prótese não cria cárie, mas a gengiva ao redor dos implantes inflama com placa, e é isso que compromete implantes no longo prazo.

Zircônia ou metalocerâmica: qual é melhor?

Nenhuma é melhor em abstrato, são indicações diferentes. A metalocerâmica tem estrutura metálica recoberta de cerâmica: resistente, previsível e com décadas de uso clínico, porém o metal bloqueia a luz, o que deixa a peça mais opaca e pode formar uma linha acinzentada na margem da gengiva com os anos. A zircônia não tem metal: passa mais luz, não cria sombra cinza e vai bem nos dentes da frente e em quem tem sensibilidade a metais. A escolha depende da posição do dente, da força da sua mordida, do espaço disponível e da exigência estética daquela região.

Quanto tempo dura uma prótese dentária?

Com higiene e revisões, uma prótese fixa bem feita costuma durar muitos anos, e o que normalmente encerra a vida útil dela não é a peça, é o que está embaixo: cárie na margem de um dente de apoio, inflamação da gengiva ou perda óssea. A removível tem outro fator: o osso e a gengiva mudam de forma com o tempo, então ela precisa de reembasamento periódico para continuar assentando. No protocolo, os implantes tendem a durar décadas, enquanto a parte visível pode pedir manutenção antes disso, principalmente quando os dentes são de resina. Bruxismo sem placa de proteção é o que mais encurta a vida de qualquer prótese.

Sua avaliação de prótese

Exame, exames de imagem quando necessários e um plano por escrito com as opções possíveis, inclusive a de não fazer agora. Você decide depois, sem pressão.

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