Odontopediatria · Goiânia, Setor Aeroporto

Adelar Kids: o dentista da criança, explicado para quem leva

Quando ir pela primeira vez, o que falar em casa para não criar medo, por que tratar cárie em dente de leite e o que fazer nos primeiros minutos depois de uma queda. Esta página é para você, mãe, não para a criança.

Espaço Adelar Kids: parede verde com galho de árvore, folhagem e bicho de pelúcia, com duas cadeiras infantis e piso de grama sintética
Primeira visita
Por volta do primeiro dente ou do primeiro ano
Ambiente
Espaço lúdico e temático desde a chegada
Estrutura
Clínica climatizada e estacionamento de fácil acesso
Horário
Segunda a sexta, 8h às 18h

Quando levar a criança ao dentista pela primeira vez

A recomendação é por volta do nascimento do primeiro dente ou do primeiro ano de vida, o que vier antes. Muita mãe ouve isso e estranha, porque com um ano a criança tem pouquíssimo dente e nada para tratar. É exatamente esse o ponto.

Essa primeira ida não é uma consulta de tratamento. Ela existe para três coisas práticas:

  • Ajustar a higiene antes que o problema apareça, com a escova certa, a quantidade certa de pasta e a técnica que funciona na boca do seu filho, não a genérica.
  • Medir o risco de cárie daquela criança, que depende de hábitos, dieta, frequência de açúcar, uso de mamadeira noturna e histórico da família. Duas crianças da mesma idade podem precisar de acompanhamentos bem diferentes.
  • Criar familiaridade enquanto não existe dor. A criança conhece a cadeira, a luz, o barulho e a pessoa em um dia comum, sem nada acontecendo. É o que reduz a chance de o primeiro contato ser também o primeiro susto.

A pior primeira consulta possível é a de urgência: criança com dor, mãe assustada, dentista precisando fazer alguma coisa naquele momento. Nessa cena, a criança aprende que dentista é o lugar onde se vai quando dói. Esse aprendizado dura anos.

O intervalo depois da primeira visita

Não existe um número igual para todo mundo. Crianças com baixo risco costumam ser acompanhadas em intervalos mais espaçados; crianças com manchas brancas iniciais, mamadeira noturna ou histórico de cárie na família precisam de retornos mais próximos. Esse intervalo é definido na consulta, com você, e revisto conforme a boca da criança responde.

O que acontece na primeira consulta

Nada de invasivo logo de cara, salvo urgência real. A consulta é curta de propósito, e termina antes de a criança cansar. Na prática, a sequência é esta:

  1. Conversa com você primeiro

    Gravidez e parto, amamentação, mamadeira, chupeta, alergias, medicamentos de uso contínuo, o que a criança come e com que frequência, como é a escovação em casa e quem faz. Boa parte do diagnóstico está aqui, antes de qualquer exame.

  2. Apresentação do consultório

    A criança conhece a cadeira, o espelho, a luz e o sugador antes de eles serem usados. O método é simples e velho: contar o que vai acontecer, mostrar no dedo ou na mão dela, e só então fazer. Sem surpresa, o corpo não entra em alerta.

  3. Exame da boca

    Em bebês e crianças muito pequenas, o exame costuma ser feito com a criança no colo do adulto, deitada de frente para o dentista. É rápido, e ver a mãe o tempo todo faz diferença nessa idade.

  4. Escovação orientada

    Muitas vezes a escovação é feita ali, com você olhando, para ajustar a pegada, o apoio da cabeça e as regiões que costumam ficar de fora, principalmente a face interna dos dentes de baixo e a última face dos molares.

  5. Plano e retorno

    Você sai sabendo o que foi encontrado, o que precisa ser feito, em que ordem, e quando é o próximo retorno. Se houver necessidade de tratamento, ele é explicado antes e agendado, não emendado na consulta de adaptação.

Se a criança chorar, não é fracasso. Choro em criança pequena é comunicação, não recusa. O que muda o resultado é a consulta terminar em um ponto bom, mesmo que curta, em vez de se arrastar até o esgotamento.

Como evitar que a criança crie medo de dentista

Boa parte do medo infantil de dentista não nasce no consultório. Nasce em casa, na forma como o assunto é apresentado. Vale a pena olhar as duas listas com calma.

O que ajuda

  • Marcar em horário bom, com a criança descansada e alimentada, longe do horário do sono. Criança com sono não colabora, e não é birra.
  • Falar pouco e com naturalidade. Uma frase simples e curta, no dia anterior ou no mesmo dia. Preparar a criança com uma semana de conversa diária transforma a consulta em evento.
  • Contar a verdade em linguagem simples: o dentista vai olhar, contar os dentes e explicar cada coisa antes de fazer.
  • Deixar levar um objeto de conforto, o bichinho, o paninho, o brinquedo da vez.
  • Levar junto na sua consulta, quando possível, para a criança ver um adulto sentando na cadeira e saindo inteiro.
  • Manter o retorno, mesmo quando não há nada para tratar. Consulta que só acontece quando dói ensina a associação errada.

O que atrapalha, e é comum

  • Usar o dentista como ameaça. "Se você não escovar, vou te levar no dentista para furar o dente." Isso constrói, de graça, exatamente o medo que você depois vai tentar desfazer.
  • Dizer "não vai doer". A criança não processa a negativa: o que fica é a palavra doer, e a informação de que existe motivo para pensar nela. Troque por: "o dentista vai contar o que vai fazer antes de fazer".
  • Dizer "não precisa ter medo" ou "seja corajoso". As duas frases avisam que ali existe algo a temer e ainda colocam sobre a criança a obrigação de reagir bem.
  • Prometer prêmio se ela se comportar. Transforma a consulta em prova e aumenta a tensão de quem já está tenso.
  • Contar o seu trauma na frente dela. "Eu morro de medo de dentista" é aprendido em uma frase e desaprendido em anos.
  • Prometer o que você não controla. "Hoje é só olhar" pode virar mentira se algo precisar ser feito, e a criança perde a confiança em você, não no dentista.
  • Explicar por cima do dentista durante o atendimento. Duas vozes descrevendo a mesma coisa de formas diferentes deixam a criança mais insegura, não menos.

Cárie em dente de leite: por que tratar um dente que vai cair

É a pergunta mais honesta que chega no WhatsApp, e ela merece uma resposta completa. São quatro motivos, e nenhum deles é comercial.

  • Dói igual. O dente de leite tem esmalte e dentina mais finos e uma polpa proporcionalmente maior. A cárie atravessa esse caminho mais rápido do que no dente permanente, então o intervalo entre "manchinha" e "dor de nervo" é bem menor.
  • A infecção não fica no dente. Uma lesão que atinge a raiz do dente de leite se instala em cima do germe do dente permanente, que está se formando logo abaixo. Isso pode deixar mancha ou defeito de esmalte no dente definitivo, ou alterar o momento em que ele nasce.
  • O dente de leite guarda espaço. Quando ele é perdido cedo demais, os vizinhos escorregam e fecham o vão que estava reservado para o permanente. O resultado aparece anos depois como falta de espaço, dente nascendo torto ou por fora da arcada, e um tratamento ortodôntico mais longo.
  • Dente doendo muda a rotina. Criança com dor mastiga de um lado só, come menos, dorme mal e falta na escola. Isso costuma ser tratado como fase, e às vezes é um molar cariado.

Vale corrigir uma ideia comum: cárie não é "dente fraco" nem herança inevitável. É uma doença que depende de bactéria, açúcar, frequência e higiene. A frequência costuma pesar mais que a quantidade: um doce depois do almoço faz menos estrago que beliscar biscoito seis vezes ao dia.

O primeiro sinal quase nunca é buraco. É uma mancha branca opaca e fosca, junto da gengiva, principalmente nos dentes de cima da frente, mais visível quando o dente está seco. Nesse estágio a lesão ainda pode ser revertida sem broca, com ajuste de higiene, dieta e aplicação profissional de flúor. Depois que vira cavidade, não tem volta espontânea.

Higiene por faixa etária

Antes do primeiro dente

Não há dente para escovar, e limpar a gengiva não é obrigatório. Se você quiser passar uma gaze ou fralda limpa e úmida depois da última mamada, o ganho é de rotina: a criança se acostuma com a mão do adulto na boca, e isso facilita muito o dia em que a escova entra.

Do primeiro dente até por volta dos 3 anos

  • Escova de cabeça pequena e cerdas macias, duas vezes ao dia, com atenção especial à da noite.
  • Pasta com flúor na quantidade de um grão de arroz cru, espalhada nas cerdas. Quem dosa é o adulto, e o tubo fica fora do alcance.
  • Quem escova é o adulto, inteiramente. Nessa idade a criança pode segurar a escova para brincar, mas a limpeza é sua.
  • Depois da escovação da noite, só água. Nada de mamadeira com leite, achocolatado ou suco na cama.
  • Fio dental a partir do momento em que dois dentes se tocam, porque ali a cerda não entra.

Dos 3 aos 6 anos

  • A quantidade de pasta passa para o tamanho de um grão de ervilha.
  • Ensine a cuspir e a não enxaguar com muita água depois, para o flúor seguir agindo na superfície do dente.
  • A criança pode escovar primeiro, mas o adulto sempre repassa. É a fase de dar autonomia sem entregar a responsabilidade.
  • Se a criança come na escola, combine a escovação de lá ou compense a rotina em casa.

Dos 6 anos em diante

  • A coordenação motora fina para escovar bem sozinha costuma chegar por volta dos 7 aos 8 anos. Um bom indicador caseiro: enquanto a criança não amarra o próprio sapato, ela também não escova bem sozinha.
  • O adulto passa de executor a conferente, e a escovação da noite continua sendo supervisionada.
  • Por volta dos 6 anos nascem os primeiros molares permanentes, atrás dos de leite, sem que nada caia antes. Muita gente não percebe que aquele dente já é definitivo e deixa de escovar direito ali, que é justamente a região que mais cria cárie na infância.
Duas coisas que transmitem bactéria

A bactéria da cárie não nasce com a criança: ela chega, e muitas vezes vem da própria família. Evite provar a comida com a colher dela, soprar a comida na boca e limpar a chupeta que caiu usando a sua boca. Cuidar dos seus dentes também protege os dele.

Chupeta, mamadeira e sucção de dedo

Sugar é reflexo, e no bebê a sucção não nutritiva acalma. O problema não é o hábito existir; é ele durar mais que a janela em que o corpo consegue corrigir sozinho.

O que a sucção prolongada faz

  • Mordida aberta anterior: os dentes da frente não se encontram quando a criança fecha a boca, e fica um vão do formato do objeto.
  • Dentes de cima projetados para a frente, com o lábio inferior se acomodando atrás deles.
  • Palato mais estreito e alto, pela pressão da bochecha com a língua fora da posição, o que puxa a mordida cruzada dos dentes de trás.
  • Alterações de deglutição e de fala, com a língua se acostumando a ocupar o espaço aberto.

Quando se preocupar

Encerrado até por volta dos 2 anos, o quadro costuma se corrigir sozinho com o crescimento. Entre 3 e 4 anos, essa correção espontânea fica menos provável. Depois dos 4, a alteração tende a se instalar e passa a exigir tratamento. Independentemente da idade, se você já enxerga o vão entre os dentes da frente com a boca fechada, vale avaliar.

A sucção de dedo preocupa mais que a chupeta por um motivo prático: o dedo está sempre disponível, não pode ser esquecido em casa e costuma aparecer no sono, quando ninguém controla.

Mamadeira

Aqui o problema principal não é o bico, é o conteúdo e a hora. Mamadeira com leite adoçado, achocolatado ou suco durante a noite, depois que os dentes já nasceram, é o cenário clássico da cárie precoce da infância: o líquido fica parado em volta dos dentes de cima da frente por horas, com a produção de saliva reduzida pelo sono. Se a mamadeira noturna ainda faz parte da rotina, o caminho é diluir e substituir gradualmente por água, e escovar depois da última mamada.

Como retirar sem guerra

Retirada gradual e combinada funciona melhor que retirada de um dia para o outro. Escolha um período estável, longe de mudança de casa, entrada na escola ou chegada de irmão. Reduza primeiro os momentos do dia, deixando por último o do sono. Ofereça outro conforto no lugar, porque você está tirando uma ferramenta de autorregulação, não um capricho. E evite castigo, vergonha na frente de outras crianças ou substâncias amargas por conta própria: costumam gerar mais ansiedade, e ansiedade alimenta o hábito.

Traumatismo dental: o que fazer nos primeiros minutos

Queda de bicicleta, tombo na escola, batida na quina do sofá. Nessa hora o tempo conta, então esta seção é direta.

Antes do dente, a criança

Se houver desmaio, vômito, sonolência anormal, confusão, sangramento pelo nariz ou ouvido, ou sangramento na boca que não para com compressão, o pronto-socorro vem primeiro. Dente espera; suspeita de trauma de cabeça não espera.

Dente permanente que saiu inteiro (avulsão)

  1. Pegue pela coroa

    Segure pela parte branca que aparece na boca, nunca pela raiz. As células vivas da superfície da raiz são o que permite o dente colar de volta, e elas se perdem ao toque e ao atrito.

  2. Não esfregue nem desinfete

    Nada de escova, sabão, álcool ou água oxigenada. Se o dente estiver visivelmente sujo, lave por poucos segundos em água corrente ou soro fisiológico, sem esfregar.

  3. Reimplante, se conseguir

    Encaixe o dente de volta no lugar, na posição correta, e peça para a criança morder uma gaze ou pano limpo para segurar. Reimplantado nos primeiros minutos é o melhor cenário possível.

  4. Se não der, guarde no meio certo

    Leite é a melhor opção caseira. Soro fisiológico serve. A saliva da própria criança, em um recipiente, também. Nunca em água, que destrói as células da raiz, e nunca seco, embrulhado em papel ou algodão.

  5. Procure atendimento imediatamente

    Avise pelo caminho, para a equipe se preparar. O prognóstico cai rápido com o tempo fora da boca, e a primeira hora é a que mais importa.

Dente de leite que saiu inteiro

Não se reimplanta dente de leite. O procedimento pode empurrar o germe do dente permanente que está logo abaixo e causar um dano maior do que a perda do dente. Ainda assim, a criança precisa ser avaliada no mesmo dia, para verificar fragmentos de raiz, ferimento em lábio e gengiva e a necessidade de manter o espaço.

Dente quebrado, deslocado ou empurrado para dentro

  • Quebrou um pedaço: procure o fragmento e guarde em leite ou soro. Em muitos casos ele pode ser colado de volta.
  • Ficou mole, torto ou entrou para dentro do osso: é urgência, mesmo que a criança não se queixe. Não force nem tente reposicionar em casa.
  • Só bateu e parece não ter nada: avalie mesmo assim. Fratura de raiz e lesão do nervo não aparecem por fora, e o dente sem sintoma pode estar comprometido.
  • Escureceu semanas depois: é sinal de que o nervo sofreu com a pancada. Precisa de avaliação, haja queixa ou não.

Gelo por fora do lábio ajuda no inchaço nas primeiras horas. E vale a pena guardar o WhatsApp da clínica no celular antes de precisar dele.

Selante e aplicação de flúor

São duas medidas preventivas diferentes, que muita gente confunde.

O selante é uma resina fluida que preenche os sulcos profundos da face de mastigação dos molares. Esses sulcos são estreitos demais para a cerda da escova entrar, e é onde a maior parte da cárie infantil começa. A aplicação é rápida, não exige anestesia e não desgasta o dente. A indicação principal é nos molares permanentes recém-nascidos, por volta dos 6 anos e depois por volta dos 12. Selante precisa de conferência nos retornos, porque pode desgastar ou soltar com o tempo.

A aplicação profissional de flúor, em verniz ou gel, age na superfície do esmalte: aumenta a resistência ao ácido e ajuda a remineralizar mancha branca inicial, antes que ela vire cavidade. A frequência não é igual para todos e é definida pelo risco de cárie da criança. O flúor da aplicação no consultório é diferente, em concentração e finalidade, do flúor da pasta do dia a dia.

Nenhum dos dois é vacina contra cárie. Selante protege uma região específica e flúor fortalece o esmalte; nenhum dos dois compensa escovação insuficiente ou açúcar em alta frequência.

Quando a criança precisa de ortodontia

A primeira avaliação ortodôntica é recomendada por volta dos 6 aos 7 anos, quando aparecem os primeiros molares permanentes e os incisivos. Avaliar não é colocar aparelho: é começar a acompanhar como as arcadas estão crescendo, enquanto ainda existe crescimento para orientar.

A ortopedia funcional dos maxilares trabalha nessa fase, agindo sobre osso e função em vez de apenas mover dentes. É o período em que problemas de base se resolvem com menos esforço: mordida cruzada, arcada estreita, mordida aberta causada por hábito, mordida profunda, desvio ao fechar a boca e falta de espaço para os permanentes. O aparelho fixo tradicional costuma entrar depois, quando a troca dos dentes está mais adiantada.

Sinais que justificam antecipar a avaliação, mesmo antes dos 6 anos:

  • Dormir de boca aberta, roncar, babar no travesseiro ou acordar cansada.
  • Dificuldade para morder alimentos com os dentes da frente, ou mastigar sempre de um lado só.
  • Dente permanente nascendo atrás do dente de leite, que não caiu.
  • Perda precoce de dente de leite, por cárie ou trauma.
  • Ranger os dentes durante o sono, com desgaste visível.
  • Queixo que desvia para um lado quando ela fecha a boca.
  • Dificuldade de fala que persiste depois da idade esperada.

O tratamento ortodôntico completo, incluindo aparelho fixo e alinhador, está explicado na página de ortodontia.

Como é o Adelar Kids

Um espaço criado para que a criança seja recebida em ambiente lúdico e temático desde a chegada, e não apenas na hora de sentar na cadeira.

A impressão que a criança forma sobre o dentista começa antes do atendimento: na porta, na espera, no que ela vê enquanto você preenche a ficha. Um ambiente que ela reconhece como lugar de criança reduz a parte da tensão que vem só do desconhecido, e uma criança menos tensa colabora mais, o que permite consultas mais curtas e menos intervenção para conseguir o mesmo exame.

Isso não substitui técnica, e não é o que faz o tratamento dar certo. É o que faz a criança chegar na cadeira em condição de ser atendida, que é a parte mais difícil da odontopediatria.

A clínica é climatizada e tem estacionamento de fácil acesso, o que conta bastante para quem chega com criança, bolsa e horário apertado. O atendimento é de segunda a sexta, das 8h às 18h, no Setor Aeroporto. E a equipe é fixa: nos retornos, é grande a chance de a criança reencontrar a mesma pessoa, e com criança isso vale muito.

Responsabilidade técnica da Dra. Mariana Adelar, CRO-GO 16481.

Perguntas frequentes de mãe

Com que idade devo levar meu filho ao dentista pela primeira vez?

Por volta do nascimento do primeiro dente ou do primeiro ano de vida, o que acontecer antes. Essa primeira ida não existe para tratar nada: serve para ajustar a higiene, avaliar o risco de cárie daquela criança, conversar sobre mamadeira e chupeta e fazer com que ela conheça o consultório enquanto não sente dor. A pior primeira consulta é a de urgência, porque associa o dentista à dor logo no primeiro contato.

Meu filho tem medo de dentista. O que eu falo em casa antes da consulta?

Fale pouco, com naturalidade, e conte a verdade em linguagem simples: o dentista vai olhar os dentes, contar os dentinhos e explicar cada coisa antes de fazer. Evite a frase "não vai doer", porque ela coloca a palavra doer na cabeça da criança. Evite também "não precisa ter medo", que avisa que existe algo a temer, e "seja corajoso", que transfere para a criança a obrigação de reagir bem.

Nunca use o dentista como ameaça em outras situações, e não conte na frente dela as suas experiências ruins. Se puder, leve a criança junto em uma consulta sua antes: ver um adulto sentar na cadeira e sair inteiro vale mais que qualquer explicação.

Cárie em dente de leite precisa ser tratada, se o dente vai cair de qualquer jeito?

Precisa. O dente de leite tem esmalte mais fino e polpa proporcionalmente maior, então a cárie chega ao nervo mais rápido e dói do mesmo jeito. Uma infecção na raiz pode atingir o germe do dente permanente que está se formando embaixo e deixar mancha ou defeito no dente definitivo.

Além disso, o dente de leite guarda o espaço do permanente. Perdido cedo demais, os vizinhos escorregam e fecham esse espaço, e o resultado aparece anos depois como dente nascendo torto e tratamento ortodôntico mais longo.

Qual a quantidade certa de pasta com flúor para cada idade?

Do primeiro dente até por volta dos 3 anos, a referência é a quantidade de um grão de arroz cru, espalhada nas cerdas, com pasta que contenha flúor. Dos 3 aos 6 anos, passa a ser um grão de ervilha, quantidade que se mantém depois disso.

Em todas as idades quem dosa é o adulto, com o tubo guardado fora do alcance. Ensine a cuspir sem enxaguar com muita água, para o flúor continuar agindo. A quantidade ideal para o seu filho também depende do risco de cárie dele, e isso é definido na consulta.

Até que idade a chupeta pode ser usada sem afetar os dentes?

Quando o hábito é encerrado até por volta dos 2 anos, as alterações costumam se corrigir sozinhas com o crescimento. Entre 3 e 4 anos essa correção espontânea fica menos provável, e depois dos 4 a alteração tende a se instalar: mordida aberta na frente, dentes de cima projetados, mordida cruzada e céu da boca mais estreito e alto.

A sucção de dedo preocupa mais que a chupeta, porque o dedo está sempre disponível e aparece no sono. A retirada funciona melhor combinada e gradual, fora de períodos de estresse como mudança de casa ou chegada de irmão, e nunca por castigo ou vergonha.

Meu filho caiu e o dente saiu inteiro. O que fazer nos primeiros minutos?

Antes do dente, avalie a criança: desmaio, vômito, sonolência anormal ou sangramento que não para significam pronto-socorro primeiro.

Se for dente permanente, pegue o dente pela coroa, nunca pela raiz. Não esfregue, não escove e não use álcool. Se estiver sujo, lave por poucos segundos em água corrente ou soro. Reimplante no lugar se conseguir e peça para a criança morder uma gaze. Se não conseguir, guarde em leite, soro fisiológico ou na saliva da própria criança, nunca em água nem seco no papel, e procure atendimento imediatamente, porque a primeira hora é a que mais importa.

Dente de leite avulsionado não é reimplantado, para não danificar o permanente em formação, mas precisa ser avaliado no mesmo dia.

Posso ficar junto no consultório durante o atendimento do meu filho?

Pode, e nas primeiras consultas a sua presença costuma ajudar. Bebês e crianças pequenas são examinados no colo do adulto, de frente para o dentista, e ver você o tempo todo faz diferença nessa idade. O combinado é feito com você antes de começar, nunca decidido na hora.

O único pedido é que, durante o atendimento, quem conduz a conversa com a criança seja o dentista. Quando o adulto explica em paralelo, repete perguntas ou antecipa o que vai acontecer, a criança recebe duas versões da mesma coisa e fica mais insegura.

Com que idade fazer a primeira avaliação de ortodontia?

Por volta dos 6 aos 7 anos, quando aparecem os primeiros molares permanentes e os incisivos. Avaliar nessa idade não significa colocar aparelho: significa acompanhar o crescimento das arcadas enquanto o osso ainda está em formação, que é a janela em que a ortopedia funcional resolve com mais facilidade mordida cruzada, arcada estreita, mordida aberta por hábito e falta de espaço.

Alguns sinais justificam antecipar: respirar de boca aberta, roncar, ranger os dentes, dificuldade para morder, queixo que desvia ao fechar a boca, perda precoce de dente de leite e dente permanente nascendo atrás do de leite.

A primeira consulta do seu filho

Uma consulta de adaptação, um exame sem pressa e a orientação de higiene ajustada à idade dele. Você sai sabendo o que foi encontrado e o que vem depois.

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