O que é um implante dentário
Um implante é um pino de titânio instalado no osso da maxila ou da mandíbula para fazer o trabalho que a raiz do dente perdido fazia. Ele não é o dente visível: é a base. Sobre esse pino se encaixa um pilar e, por cima, a coroa, que é a parte que aparece quando você sorri.
O titânio é usado porque o osso humano se funde a ele, um fenômeno chamado osseointegração. É esse processo, e não um adesivo ou parafuso na gengiva, que dá ao implante a firmeza de um dente natural para mastigar.
Quando um dente é perdido, o osso que o sustentava começa a ser reabsorvido pelo corpo, porque perdeu a função. Isso muda o contorno do rosto ao longo dos anos e dificulta tratamentos futuros. O implante é o único recurso que devolve carga ao osso e freia essa perda. Prótese removível e ponte fixa repõem o dente que se vê; não repõem a raiz.
Quando o implante é indicado
- Perda de um dente isolado, sem precisar desgastar os dentes vizinhos, como aconteceria numa ponte fixa.
- Perda de vários dentes, com implantes individuais ou uma prótese fixa apoiada em alguns implantes.
- Perda total dos dentes de uma arcada, resolvida pelo protocolo, uma prótese fixa completa sobre quatro a seis implantes.
- Prótese removível que se solta, incomoda ou machuca, e que pode ser substituída ou estabilizada com implantes.
- Dente condenado, com fratura de raiz ou infecção que não responde a tratamento de canal.
As etapas, na ordem em que acontecem
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Avaliação e tomografia
Exame clínico, radiografia panorâmica e tomografia computadorizada. A tomografia mostra em três dimensões quanta altura e espessura de osso existe no local exato, onde passa o nervo e onde ficam os seios da face. Sem essa imagem não há planejamento sério, apenas chute.
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Planejamento e plano por escrito
Definimos o número de implantes, a posição de cada um, o tipo de coroa e se há necessidade de enxerto. Você recebe isso por escrito, com etapas, prazos e as opções possíveis, antes de qualquer procedimento.
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Preparo, quando necessário
Tratamento de gengiva inflamada, extração de dente condenado ou enxerto ósseo. Etapa que muita gente pula, e que é a principal causa de implante que falha anos depois.
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Cirurgia de instalação
Feita no consultório, com anestesia local, em cerca de uma hora por implante. O pino é instalado no osso e a gengiva é suturada. Na maioria dos casos você sai com um provisório, para não ficar sem dente.
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Osseointegração
O período em que o osso se funde ao titânio: de três a seis meses, conforme a região e a qualidade do osso. Você leva vida normal, com acompanhamento e cuidados na mastigação.
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Coroa definitiva
Moldagem ou escaneamento, escolha de cor e instalação da coroa. É aqui que o laboratório dentro da clínica faz diferença: cor e formato podem ser conferidos e ajustados no mesmo dia, com o técnico e o dentista olhando o mesmo caso.
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Manutenção
Consultas de controle e limpeza profissional periódica. Implante não cria cárie, mas a gengiva ao redor inflama se houver acúmulo de placa, e é isso que faz um implante ser perdido a longo prazo.
Enxerto ósseo: quando é preciso e por quê
Se o dente foi perdido há muito tempo, o osso naquele ponto pode ter diminuído a ponto de não sustentar um implante com segurança. A solução é o enxerto: acrescentar material ósseo para recuperar volume, esperar a integração e só então instalar o implante.
Existe também o levantamento de seio maxilar, indicado na região dos dentes de trás superiores, onde a cavidade do seio da face pode estar muito próxima. Nos dois casos, o tempo total do tratamento aumenta em alguns meses. É um custo de tempo que compra segurança: implante instalado em osso insuficiente tem risco alto de falhar.
Dói?
Durante a cirurgia, não. A anestesia local bloqueia a dor, e o que se sente é pressão e vibração. O desconforto vem depois, quando a anestesia passa, e se parece com o de uma extração: inchaço e sensibilidade nos primeiros dois a três dias, controlados com a medicação prescrita e compressa de gelo. A maioria das pessoas volta à rotina no dia seguinte.
Se a dor aumentar em vez de diminuir a partir do terceiro dia, isso não é normal e você deve avisar a clínica.
O que define o preço de um implante
Nenhuma clínica honesta consegue dizer o valor do seu implante antes de ver a sua tomografia, porque o custo é a soma de fatores que variam caso a caso:
- Quantidade de implantes e se serão coroas individuais ou uma prótese apoiada em vários.
- Marca e tipo do pino, que diferem em superfície, garantia do fabricante e histórico clínico.
- Material da coroa: metalocerâmica, zircônia ou dissilicato de lítio, com estéticas e custos diferentes.
- Necessidade de enxerto ósseo ou levantamento de seio, que adicionam cirurgia e material.
- Número de sessões e exames de imagem do planejamento.
Desconfie de preço fechado anunciado antes da avaliação. Ou o valor sobe depois, ou algo foi cortado do que deveria estar incluído. Aqui o orçamento sai por escrito, discriminado, depois da tomografia, e você leva para pensar.
Como cuidar do implante
- Escovar três vezes ao dia e usar fio dental ou escova interdental ao redor do implante, todos os dias.
- Comparecer às consultas de controle e à limpeza profissional na frequência indicada.
- Usar placa de proteção se você range os dentes, porque bruxismo sobrecarrega o implante.
- Evitar o cigarro, que é o fator isolado que mais aumenta o risco de falha.
- Avisar a clínica se notar sangramento, mau cheiro persistente ou qualquer mobilidade.
Por que fazer na Adelar
Cinco décadas de odontologia na mesma família, em Goiânia. Equipe fixa de mais de dez profissionais, com o implantodontista cuidando da cirurgia e o protesista da coroa, sem terceirizar o seu caso. E o laboratório de próteses dentro da própria clínica, o que significa que a peça que vai para a sua boca é feita a poucos metros da cadeira onde você senta, com o técnico e o dentista discutindo o mesmo caso.
Responsabilidade técnica da Dra. Mariana Adelar, CRO-GO 16481.